Google Buzz e a era da redundância

Posted: February 17th, 2010 | Tags: , , , , , | No Comments »

O Google Buzz foi a gota d’agua para inaugurar uma nova tendência que já estava me incomodando muito nos últimos meses, a redundância. Todas as mensagens postadas em redes sociais, blogs e micro blogs, são recicladas, reaproveitas e republicadas em todas as redes, criando uma verdadeira avalanche da mesma coisa.

Tenho um colega que tem um Blog. Logo que seu post é publicado vejo a novidade no Google Reader. Na sequência ele me avisa no Twitter que postou algo novo, mensagem que é rapidamente multiplicada no Google Buzz e no Facebook. Se algum amigo em comum gosta do Post, recebo a recomendação no Google Reader, que também é replicada no Google Buzz. Isso sem falar que são vários os amigos que tem Blog, e como todos eles são muito bons, várias pessoas gostam dos posts, multiplicando esse problema.

Já passou a hora de centralizar as redes nas pessoas e não nas próprias redes. Não importa onde escreveu, apenas quem escreveu. Quem conseguir agregar e organizar as redes sociais com foco nas pessoas vai dar um salto muito grande na frente da concorrência.



Carro do Google Street View em São Paulo

Posted: January 5th, 2010 | Tags: , , | 1 Comment »

Ontem dei de cara com um dos carros responsáveis pelas fotos do Google Street View aqui no cruzamento da Av. Henrique Schaumann com a Av. Rebouças. Segundo o IDGNow, os carros iniciaram o trabalho para registrar fotos de São Paulo nessa segunda-feira.

Agora é só me achar no mapa :)



Um designer no mundo Linux

Posted: December 21st, 2009 | Tags: , , | 1 Comment »

Depois de mais de 10 anos utilizando Windows como base para desenvolver meu trabalho, resolvi mudar. Desde sábado, meu sistema operacional passou a ser o Linux.

Sim, isso mesmo que você entendeu, de uma hora pra outra resolvi mudar. A ideia inicial era fazer uma migração gradual, mantendo os dois sistemas em paralelo para qualquer emergência. Mas alguns problemas no Windows e uma total falta de paciência de resolve-los tornaram minha mudança radical.  Um CD do Ubuntu, alguns cliques e pronto, meu Windows não estava mais lá.

A primeira sensação foi boa.  Um sistema rápido, com efeitos visuais bem legais e uma série de ferramentas novas para explorar. A adaptação inicial é muito fácil, afinal boa parte da nossa vida digital já é independente de sistema operacional. Pidgin configurado, Skype, plugins do Firefox instalados(Firebug e Echofon principalmente), Google Chrome e atalhos para Gmail, Reader e Wave.

Mas infelizmente a vida não é tão fácil, e é óbvio que uma mudança desse porte não poderia ser simples. A primeira dificuldade que encontrei foi encontrar um substituto a altura do meu querido e adorado TopStyle, um maravilhoso editor de CSS que faz quase todo trabalho sozinho. Seguindo dicas do Cleber testei uma série de editores como o CSedit, Cremy, Quanta, NVU, Bluefish. Mas quem realmente me chamou a atenção foi o Geany, dica do amigo Rodrigo Leme.

Já no lado do Design ainda não foi possível me livrar do software proprietário de uma vez. Apesar do Gimp e do Inkscape contarem com muitos recursos, ainda tenho um histórico muito grande de projetos realizados no Photoshop, Corel e Ilustrator. E todo mundo ao redor (clientes e fornecedores), só trabalha com esses formatos mais tradicionais. Vai mandar um arquivo do Inkscape pra gráfica pra ver o que acontece…

A solução nesse caso vai ser usar o Gimp e o Inkscape para desenvolver meus projetos, e contar com uma ajudinha do Wine pra continuar usando o Photoshop e o Corel sempre que precisar.

Por enquanto foram apenas dois dias, mas a experiência está sendo bem gratificante. Muito bom trazer o Software Livre de verdade pra minha vida.



Afinal, o que foi o TEDxSP?

Posted: November 15th, 2009 | Tags: | 5 Comments »

Depois de receber o convite formal, foi uma longa semana aguardando a chegada do TEDxSP. O mais difícil durante esses dias, além da óbvia espera, foi responder a pergunta que todos me faziam o tempo inteiro: “Mas afinal, o que é o TEDxSP”?

Tentar convencer as pessoas que passar o sábado trancado em um auditório era uma coisa bacana não iria dar muito certo. Tão pouco citar o renomado TED Global e seus palestrantes famosos, como Al Gore, Bill Gates ou Chris Anderson iria funcionar, afinal eles não estariam lá. E pra falar a verdade, no fundo nem eu sabia muito bem o que esperar. Mas tinha uma certeza que seria algo muito bom.

E aí o dia chegou. Junto com a Karla (acho que éramos um dos únicos casais por lá) fomos para o Teatro da Mooca com expectativa alta em busca dessa resposta.

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Não vou perder tempo em falar do lugar e da organização. Tudo foi simplesmente perfeito. Mas essa perfeição passou despercebida frente a tudo o que encontramos nas palestras. Alias o termo palestra não representa muito bem o que era cada uma das apresentações de 5 e 15 minutos. Eram verdadeiras histórias de vida, de dedicação e inspiração.

Como chamar de palestra o relato apaixonado de Guti Fraga ou as histórias da apaixonante dona Adozinda, que aos 92 anos encantou toda a platéia com suas quadrinhas? Ou as intensas apresentações musicais, como a do jovem pianista Vítor Araújo e da belíssima composição dos pássaros apresentada por Jarbas Agnelli (Birds on the Wire).

Uma após a outra, cada palestra era responsável por uma pequena mudança em cada um de nós. Elas eram instigantes, como a definição de redes de Augusto de Franco, e inspiradoras, como a história de Osvaldo Stella, que se encontrou mesmo sem saber para onde ir. Reveladoras, como os relatos de Ronaldo Lemos e Regina Casé, e provocativas, como a de Paulo Saldiva, que mostrou que mudanças ambientais partem de cada um de nós. Tolerantes, como Antonio Veiga e Carlos Buby e sempre criativas, como Milena Boniolo e suas cascas de banana, e Roberta Faria e sua inovação no mercado editorial.

O TEDxSP foi isso. Apaixonado, apaixonante, instigante, inspirador, revelador, provocativo, tolerante e criativo. Uma troca incrível de idéias e conceitos, deixando todos os egos e o lado comercial de fora da discussão.
Para mim, e para todos com quem conversei, ficou a sensação que temos a necessidade e obrigação de fazermos mais, muito mais mesmo. E não apenas fazer mais, mas fazer melhor.

E quem resumiu melhor esse sentimento foi Casey Caplowe, da revista GOOD, o único palestrante internacional, que saiu do Brasil impressionado e transformado com o que viu no TEDxSP: Não basta ser perfeito. Você precisa ser incrível.

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TEDxSP, eu vou!

Posted: November 9th, 2009 | Tags: , | No Comments »

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Domingo recebi a confirmação de que fui selecionado para participar do TEDxSP. Entre todos os inscritos, cerca de 500 foram selecionados para participar do evento, que será realizado no próximo sábado dia 14 de novembro. Durante todo o dia, 30 palestrantes e os participantes irão debater o tema: “O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?”.

O TED surgiu em 1984 como uma conferência anual na Califórnia e já teve entre seus palestrantes Bill Clinton, Paul Simon, Bill Gates, Bono Vox, Al Gore, Michelle Obama e Philippe Starck. O TEDxSP é o primeiro evento desse tipo realizado no Brasil e promete muito.  Estou muito ansioso e empolgado por fazer parte disso tudo.

Para mais informações sobre o TED veja o site da Karla, que também foi selecionada para participar.

Viste tambem o site internacional do TED para ver algumas palestras realizadas ou o site do TEDxSP para ver a lista de palestrantes.




Reformulação de logo

Posted: November 7th, 2009 | Tags: , | 1 Comment »

Mais um trabalho internacional realizado, novamente ligado a área de alimentação. Desta vez foi a reformulação do logo de uma empresa americana que vende produtos importados congelados, principalmente comida italiana. Em alguns meses o logo estará estampado em embalagens de comida espalhadas pelos supermercados americanos.

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Logo e detalhe da embalagem



Publicitários merecem o inferno

Posted: October 17th, 2009 | Tags: , | No Comments »

Hoje senti uma terrível vergonha por ser publicitário. Não dá pra imaginar outro lugar mais adequado para guardar todos eles do que o inferno. Acho que até eu mereço ir junto por tabela, afinal estudei publicidade na ESPM por 4 anos.

Basta visitar a exposição “Propaganda de Cigarro. Como a Indústria Enganou Você” na Livraria Cultura do Conjunto Nacional que você vai concordar comigo. Veja só a seguir uma das peças em exposição, e diga se eu não tenho razão:

Viceroys filtra a fumaça! - Como seu dentista, eu recomendo Viceroys

Viceroys filtra a fumaça! - Como seu dentista, eu recomendo Viceroys

Pois é, eu que adoro falar mal de advogados, preciso repensar minhas piadas, pois eles provavelmente serão meus vizinhos numa próxima vida.

Veja mais detalhes da exposição no Blog da Karla, ou no site da exposição.



Design funcional é ser sofisticadamente simples

Posted: October 12th, 2009 | Tags: | No Comments »

Design funcional significa adequar as necessidades do cliente aos desejos do usuário, para que as tarefas sejam realizadas de uma maneira fácil, intuitiva e gratificante. Não é pouca coisa.

A maior frustração dos designers que migraram para a web na época da bolha era enfrentar as limitações do HTML. Era impossível ter o mesmo controle que tinham no meio impresso ao produzir seus sites.
A regra da época era reinventar roda. Jogue fora os velhos tags HTML. Substitua–os pelos conceitos e pelas técnicas que se seguem, pregava David Siegel no seu bestseller “Creating Killer Web Sites”. Entre as técnicas que seguiam, podíamos encontrar coisas como o uso indiscriminado de imagens no lugar de texto, o uso de tabelas para o layout e o famoso GIF transparente, entre outros.

Na contramão dessa corrente, Jakob Nielsen, defendia o enfoque “engenheiro” de se fazer design. Existem duas abordagens fundamentais ao design: o ideal artístico de expressar–se e o ideal da engenharia de resolver um problema do cliente, dizia em seu livro “Designing Web Usability”. Para Nielsen, apenas o modo engenheiro poderia produzir resultados positivos.

Essa polêmica colocou a usabilidade e o design em lados opostos, criando um paradigma um tanto quanto estranho no mercado de design digital. No final, o resultado da soma da usabilidade mais o design sempre tendia a zero.

Nessa época, era muito comum no início de cada projeto definir qual dos lados seria priorizado. Sites totalmente textuais e até sites exclusivamente baseados em imagens foram produzidos e colocados no ar para testar os limites dessa equação.

Mas os anos passaram, a bolha estourou, e os profissionais dos dois lados dessa “Jihad” tecnológica precisaram cair na real. Experimentalismo e radicalismo deixaram de suprir a necessidade dos clientes, cada vez mais bem informados e focados no resultado.
Hoje, o design baseado em apenas uma dessas correntes está fadado ao fracasso. Qualquer website, de qualquer área, precisa ter um design funcional.

Design funcional nada mais é do que colocar todo o conhecimento disponível a serviço do desenvolvimento da interface, e não contra.
É um design ponderado e bem estudado, levando em conta todo o conhecimento das seguintes áreas:

Usabilidade
Garante a facilidade de uso, tornando a interação uma tarefa simples, objetiva e agradável.

Arquitetura da informação
Organiza a informação de maneira clara e objetiva, de acordo com público alvo, facilitando o acesso à informação.

Acessibilidade
Uso de técnicas adequadas para garantir que qualquer usuário, independente de necessidades especiais, acesse o conteúdo.

Marketing
Adequação da interface às estratégias e objetivos de marketing e comunicação do cliente, criando uma interface extremamente eficiente.

Design gráfico
Maximiza a experiência do usuário, auxiliando a realização das tarefas e a exposição da marca do cliente.

Tecnologia
Escolha correta de tecnologia garante a compatibilidade com os mais diversos meios de acesso e a versatilidade da interface.

O segredo do design funcional é adequar as necessidades do cliente aos desejos do usuário, possibilitando a realização de tarefas de uma maneira fácil, intuitiva e gratificante. É como um canivete suíço: do tamanho do seu bolso, com as ferramentas adequadas às suas tarefas, fácil de usar e ainda por cima é extremamente bonito.

Esqueça os modismos, os nomes bonitos e os discursos quase religiosos. Você não precisa ser um especialista para aproveitar a essência da teoria de cada área e aplicar no seu trabalho, no seu dia–a–dia. Seja você um designer, arquiteto, analista ou programador, use todo esse vasto conhecimento para melhorar cada vez mais a qualidade do seu trabalho. Seu usuário agradece.

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Este artigo foi publicado em 2005 no Webinsider. Ele tem um conceito bastante interessante. E como continua bem atual, resolvi publicar por aqui.



Rio 2016

Posted: October 2nd, 2009 | No Comments »

Em reconhecimento pela vitória, Madrid cedeu seu logo para o presidente Lula e para o Rio de Janeiro

rio madrid 2016



Novo tema para Wordpress

Posted: September 30th, 2009 | No Comments »

Depois de alguns meses utilizando em tema pronto pescado lá no wordpress.org, o Blog da Karla (que está fazendo um grande sucesso na área de sustentabilidade), ganhou um novo tema, com layout exclusivo feito por mim.

site karla cunha - arquitetura e sustentabilidade

Um dos desafios mais interessantes desse tema foi conseguir mesclar o blog e a área “institucional” do site, fazendo as duas áreas conviverem em paz. Além do Blog foram produzidos cartões de visitas e folders seguindo a mesma linha, tendo a imagem do fundo como elemento principal.

Não deixem de visitar e acompanhar:  http://www.karlacunha.com.br